André Trigueiro está ofendido.
Não pelo caos em Belém.
Não pelo esgoto a céu aberto.
Não pelo lixo, violência ou falta de infraestrutura.
Ele está ofendido porque alguém de fora disse aquilo que todo brasileiro já sabe — mas não pode dizer sem ser acusado de “preconceito”.
A Alemanha não debochou de Belém. Ela apenas descreveu o que encontrou. Porque enquanto governos e jornalistas ensaiam discursos sobre “transição ecológica”, a realidade é que a cidade escolhida para sediar a COP virou vitrine internacional do abandono político e urbanístico do Brasil. A indignação seletiva é quase engraçada: Quando estrangeiros elogiam, viramos exemplo sustentável. Quando criticam, viramos vítimas de xenofobia. Belém não precisava ser humilhada — ela foi deixada assim. E não foi Merz quem transformou o Norte do país num laboratório de promessas vazias. Foi o mesmo establishment que hoje tenta justificar o inaceitável com moralismo importado e patriotismo performático. O que dói não é a frase. É o espelho.
E infelizmente, em 2025, dizer a verdade sobre o Brasil causa mais escândalo do que governá-lo mal.
Zumm…
