Dengue Dengue Dengue estreia em Belém com uma fusão de ritmos amazônicos e eletrônicos
No próximo sábado (28), a Casa das Onze Janelas em Belém receberá o duo peruano Dengue Dengue Dengue, que fará sua primeira apresentação no Brasil. O show gratuito faz parte do projeto Amazônia Imersiva e promete uma experiência audiovisual que une sons da floresta, batidas eletrônicas e o ritmo contagiante da cumbia.
Formado por Rafael Pereira e Felipe Salmón, o duo se destaca na cena eletrônica da América Latina, criando performances que estimulam os sentidos. Durante o show, a música e as projeções visuais se entrelaçam, criando um ambiente que transforma a apresentação em um verdadeiro ritual eletrônico. “Nosso objetivo é conectar as pessoas através do ritmo, explorando sonoridades que dialogam com nossas raízes”, afirmam os artistas.
A cantora e curadora Aíla considera a chegada do duo uma oportunidade única de intercâmbio cultural. Para ela, a apresentação representa uma ponte entre a música eletrônica do Peru e as sonoridades vibrantes do Pará, como o tecnobrega. Este encontro proporciona ao público a chance de dançar e explorar diferentes territórios sonoros.
A proposta do projeto vai além da simples apresentação musical, segundo Aíla. “Falar em imersão é também sentir a cidade e a floresta de forma multidimensional. A música se transforma em paisagem e em uma narrativa sensorial”, explica. Essa abordagem busca amplificar saberes ancestrais por meio de linguagens contemporâneas.
A apresentação do Dengue Dengue Dengue faz parte do projeto Amazônia Imersiva, que reúne cerca de 30 artistas e coletivos em uma exposição de arte contemporânea amazônida. O evento inclui ambientes com projeções em 360°, instalações sensoriais e obras que combinam imagem, som e tecnologia, convidando o público a vivenciar a arte de maneira interativa.
A artista visual e curadora Roberta Carvalho destaca que o projeto também busca contestar narrativas históricas sobre a Amazônia. “Por muito tempo, a região foi vista através de lentes de ausência e estereótipos. Agora, queremos mostrar nossa presença, forjada na arte e na tecnologia que desenvolvemos”, afirma. O Amazônia Imersiva é apresentado pelo Ministério da Cultura, com apoio do Nubank e do British Council, além da Secretaria de Cultura do Estado do Pará.

