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Iphan informa que casarão desabado em Belém foi vistoriado recentemente sem sinais de risco

Um casarão localizado no bairro da Campina, em Belém, desabou parcialmente na manhã desta segunda-feira (6), mas o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revelou que o imóvel havia passado por uma vistoria há quatro meses. Durante a inspeção realizada em março, não foram encontradas rachaduras ou indícios de que a estrutura estivesse em risco de colapso.

O casarão, que não possui tombamento individual federal, faz parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Cidade Velha e Campina, reconhecido como patrimônio cultural. O Iphan também informou que o imóvel recebeu autorização para pintura em 2022 e que, após o desabamento, um procedimento de fiscalização foi iniciado para investigar o ocorrido e tomar as medidas necessárias, incluindo possíveis infrações.

O instituto destacou que, de acordo com a legislação vigente, a responsabilidade pela conservação e manutenção de imóveis protegidos é dos proprietários. Questões relacionadas à estabilidade da estrutura e à segurança do comércio local são geridas pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros.

O desabamento ocorreu após o Corpo de Bombeiros ser acionado devido a relatos de queda de reboco. Os militares isolaram a área e, durante o processo, parte da estrutura do casarão cedeu. No térreo, funcionava uma loja de cosméticos, enquanto o segundo andar abrigava um depósito. Os escombros atingiram a via pública, resultando na interdição do trecho entre a rua Sete de Setembro e a travessa Campos Sales.

A Prefeitura de Belém está monitorando a situação em colaboração com o Corpo de Bombeiros e o Iphan, além de apoiar as ações preventivas no local. A empresa Equatorial Pará também foi chamada para lidar com danos na fiação elétrica resultantes do incidente.

Desde 2019, o Iphan realiza um levantamento de imóveis em estado de abandono ou com risco de colapso em áreas protegidas de Belém. Até o momento, cerca de 108 imóveis foram identificados, dos quais aproximadamente 18% receberam ações emergenciais após negociações com os proprietários.

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