Polícia Federal segue sem identificar corpos de imigrantes encontrados em barco no Pará
A Polícia Federal ainda está em busca da identificação dos corpos de imigrantes que foram encontrados há dois anos em um barco à deriva na costa do Pará. De acordo com informações do Itamaraty, até o momento, as nove vítimas não foram identificadas. As autoridades brasileiras e o governo da Mauritânia estão em diálogo para facilitar esse processo.
O barco, que foi avistado por pescadores na ilha de Canelas, no litoral de Bragança, continha corpos em avançado estado de decomposição. A investigação da Polícia Federal revelou que as vítimas eram imigrantes africanos que partiram da Mauritânia com destino às ilhas Canárias, mas que foram desviados de sua rota original por uma corrente marítima.
O Itamaraty informou que as conversas com o governo da Mauritânia visam coletar material biológico de familiares das possíveis vítimas para ajudar na identificação dos corpos. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre o andamento dessas negociações desde 2024.
Embora nove corpos tenham sido confirmados, a suspeita é de que havia mais de 20 pessoas a bordo, já que foram encontrados 27 celulares e capas de chuva. Esses itens foram coletados para análise pericial. Os corpos foram transportados para Belém e sepultados no cemitério público São Jorge em 25 de abril de 2024, sem lápides.
Em 2025, a Superintendência da Polícia Federal informou que o inquérito sobre o caso foi concluído e sugeriu o arquivamento do processo. Contudo, não foram revelados detalhes sobre possíveis pedidos de exumação dos corpos ou os resultados das perícias realizadas nos celulares encontrados. O andamento do inquérito também permanece incerto.

